Hemlock Grove não é a primeira série de televisão a utilizar seres sobrenaturais, mas certamente é a mais violenta. A nova atração, que lançou simultaneamente todos os 13 episódios de sua primeira temporada mundialmente em 19 de abril no Netflix, vemos a interação entre lobisomens, vampiros, monstros e espíritos, que vivem entre humanos e lidam com mistérios e assassinatos sangrentos. A intenção não é simplesmente assustar, mas apresentar uma válvula de escape aos problemas do cotidiano, misturando o terror com o gênero do drama de investigação.
Um dos personagens principais é um lobisomem - e retratar sua condição como uma maldição era uma das preocupações dos produtores. Diferente de outras transformações recentes, como as da Saga Crepúsculo ou a série Teen Wolf, o momento em que o homem vira lobo em Hemlock Grove é visceral e bonito ao mesmo tempo. Landon Liboiron, ator que vive o lobisomem Peter Rumancek, explicou qual foi a ideia principal na nova abordagem: "Não queríamos mostrar a transformação como uma maldição, mas sim como um nascimento. Nós tentamos fazer tudo o mais naturalmente o possível, tentamos não usar muita computação gráfica. Usamos muitas próteses para as mãos e pele de porco para simular a carne que se solta do corpo".
Hoje em dia, é comum ver uma transformação rápida e indolor. Segundo Roth, a ideia era fugir disso, voltar às origens do terror: "Eu queria fazer uma transformação memorável, uma que afetasse as pessoas da mesma forma que a transformação de Um Lobisomem Americano em Londres me afetou. Era tudo tão real e doloroso... Recentemente vi que com Teen Wolf e Crepúsculo as transformações agora são um cara gostosão, sem camisa, que anda por aí assim... Isso funciona dentro do contexto dessas histórias, mas eu sei que esses fãs vão crescer", explicou. O diretor ainda disse que, por ser algo natural, a transformação deve buscar emoções profundas no público: "[A minha idea era] fazer essa transformação se parecer com um parto... É algo pelo qual todos nós passamos, mas quando você assiste a um pela primeira vez é horrível e sangrento, mas lindo [ao mesmo tempo]. Eu queria que fosse algo entre um parto, um orgasmo e um ataque epilético muito doloroso.", explicou Roth.
O roteirista e autor do livro homônimo que deu origem à série, Brian McGreevy vai além, dissecando a cena da transformação ainda mais: "A mistura de sangue, violência, morte e sexo é muito interessante, então eu queria que a transformação fosse algo profundo e emocional. [...] Para mim, a parte mais interessante é o voyerismo. O ponto não é necessariamente o que Peter está vivenciando porque ele passa por isso desde os 13 anos, é como uma menstruação pra ele. A parte interessante é que ele está mostrando tudo isso a um cara, que está interessado."
Para funcionar, o terror na TV deve ser bem dividido ao longo da temporada. Para Roth, o ideal é estabelecer bem os personagens antes da ação realmente começar. Segundo o diretor, são necessários certos elementos para atrair espectadores além dos sustos: "a vida é assustadora, e há coisas que são inexplicáveis, todos se preocupam com doenças, tragédias e problemas do cotidiano... Todos têm coisas que os assustam e não há um escape para tudo isso. Com o sucesso de The Walking Dead, foi descoberto que você pode proporcionar ótimas histórias em conjunto com um motivo para deixá-los com medo - o que é um sentimento incrível."
Fonte/Adaptado de: http://omelete.uol.com.br/hemlock-grove/series-e-tv/hemlock-grove-saiba-mais-sobre-nova-serie-de-terror-de-eli-roth/



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